
Em muitas organizações, a informação flui de cima para baixo, mas quase não se move horizontalmente. Os departamentos trabalham como compartimentos separados, o que provoca a duplicação de tarefas e a deteção tardia de erros. O resultado é uma empresa lenta, pouco conectada e com equipas frustradas. Em contraposição a este modelo tradicional surge a comunicação lateral, uma prática perfeita para as empresas que querem ser ágeis e competitivas.
O que é comunicação lateral?
A comunicação lateral é a troca de informações entre pessoas ou equipas que se encontram no mesmo nível hierárquico, embora pertençam a áreas diferentes. Ela não substitui a comunicação vertical, mas sim a complementa, facilitando a coordenação diária e a resolução rápida de problemas sem passar por múltiplos filtros hierárquicos.
O objetivo é simples: permitir que aqueles que precisam comunicar-se entre si possam fazê-lo diretamente. Por exemplo, marketing com vendas, atendimento ao cliente com produto, comunicação com recursos humanos, etc. Quando a informação flui naturalmente, a empresa deixa de ser uma soma de departamentos e começa a funcionar como um sistema.
Como é utilizado nas empresas?
As organizações que apostam na comunicação lateral costumam integrar essa dinâmica nas suas operações diárias de várias formas:
- Equipes multidisciplinares, criadas para projetos específicos, onde coexistem perfis de diferentes áreas com um objetivo comum.
- Canais transversais em ferramentas colaborativas como Teams, Slack ou Notion, organizados por projetos e não por departamentos.
- Reuniões horizontais, lideradas pelo responsável pelo projeto, não necessariamente pelo cargo mais alto.
- Cultura de feedback entre pares, onde as ideias são valorizadas pelo seu contributo e não por quem as expressa.
Benefícios da comunicação lateral
Quando esta prática se consolida, os resultados são claros: maior rapidez na tomada de decisões, menos erros por falta de informação, mais inovação ao conectar pontos de vista diferentes e um melhor ambiente de trabalho. As equipas sentem-se parte de algo comum e não figuras isoladas dentro de um organograma.
Por que é tão difícil implementá-la?
Porque não é apenas uma questão de ferramentas. Muitas empresas continuam presas a modelos rígidos, onde a hierarquia se confunde com controlo, existe medo de perder poder e não se promove a confiança entre áreas. Sem uma mudança cultural, qualquer tentativa de comunicação lateral fica por ser um facto passageiro.
O papel das agências neste processo
Uma agência pode ajudar a implementar a comunicação lateral, uma vez que o seu trabalho não se limita a gerir a marca externamente, mas também a transformar a comunicação internamente.
Uma agência pode realizar uma auditoria dos fluxos internos para detectar silos e bloqueios, conceber protocolos de comunicação transversal adaptados à realidade da empresa, criar narrativas partilhadas que alinhem todas as equipas e formar os profissionais em competências como a escuta ativa, o feedback construtivo e o trabalho colaborativo. Além disso, ajuda a implementar ferramentas digitais com critério estratégico.
A comunicação lateral é uma vantagem competitiva real. As empresas que conseguem que as suas equipas se entendam e colaborem sem atritos não só trabalham melhor: constroem organizações ágeis e preparadas para crescer.


